Arquivo mensal abril 2017

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Sindifato participa de manifestações na Capital contra a reforma da Previdência

Presidente do Sindifato durante as manifestações.

As manifestações que pararam o país na manhã desta sexta-feira, 28, ocorreram de forma pacífica em Palmas, com trabalhadores unidos contra a proposta de reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Milhares de pessoas ocuparam a Avenida JK, entre elas os farmacêuticos, liderados pelo presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (Sindifato), Pedro Henrique Goulart Machado Rocha.

De acordo com o presidente, a reforma da Previdência é um retrocesso e traz vários pontos negativos. “É importante a participação da nossa categoria porque vamos ser muito afetados com essa reforma, principalmente ao que tange a aposentadoria especial. Nós profissionais farmacêuticos temos exposições a agentes de risco biológico, físico e químico, e isso afeta nossas condições de saúde, aumentando o risco de doenças ocupacionais. Com o fim da aposentadoria especial, para aposentar, vamos ter que ficar o mesmo tempo que um trabalhador que não tem essa exposição insalubre. Isso é um retrocesso”, explica o presidente.

O sindicalista, no entanto, faz questão de ressaltar que o Sindifato se preocupa com os trabalhadores de um modo geral que também serão afetados com a reforma. “Para aposentar com 100%, o trabalhador vai ter que contribuir 49 anos ininterruptos. Analisando as condições trabalhistas que temos no país, que oscila entre emprego e desemprego, é impossível manter um emprego por 49 anos ininterruptos, então para ter o direito à aposentadoria integral você terá que fazer a contribuição mesmo estando desempregado”, analisa.

Pedro Henrique ressalta que ao contrário que muitos andam dizendo, as manifestações realizadas no dia de hoje não tem vinculação política. “É muito importante essa manifestação, embora muitos contrários fiquem falando que esse movimento é em prol de partidos políticos. Na verdade não é. Esse movimento é dos trabalhadores para os trabalhadores, por isso, é importante a mobilização de todo mundo, independente de ser servidor público ou trabalhador da iniciativa privada”, conclui.

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GREVE GERAL CONTRA REFORMAS TRABALHISTA, PREVIDENCIÁRIA E TERCEIRIZAÇÃO

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins convoca todos os Farmacêuticos do Estado do Tocantins para a manifestação de GREVE GERAL CONTRA AS REFORMAS TRABALHISTA, PREVIDENCIÁRIA E TERCEIRIZAÇÃO, no dia 28 de abril de 2017 acompanhando o chamamento de todas as centrais sindicais, com a seguinte programação para o dia:

Palmas

  • 8h30 – Concentração na Avenida JK, próximo ao Colégio São Francisco. Panfletagem e Caminhada na Av. Jk até a rotatória do Banco Bradesco.
  • 16h00 – Concentração próximo a passarela em Taquaralto.
    Panfletagem na Avenida Tocantins.

Gurupi

  • 16h00 – Concentração na Praça Santo Antonio em Gurupi-TO.
  • 17h00- Caminhada na Av. Goiás até o Parque Mutuca.

Araguaína

  • 7h00 – Concentração na UFT (Movimento estudantil da UFT e IFTO e movimentos sociais). Carreata até o SINTET Regional de Araguaína. Caminhada/Ato Público e panfletagem pela Av. Cônego João Lima até a Praça Dom Orione.

Porto Nacional

  • 8h00 – Concentração e ato público na Praça do Centenário.

Tocantinópolis

  • 08h30 – Ato na BR-153.

Dianópolis

  • 07:30 – Concentração no Posto Serra Geral;
  • 08:15 – Caminhada rumo a Praça Central, onde será debatido essas temáticas.

Miracema

  • 16h00 – Concentração na Praça Derocy Morais.

A manifestação está sendo organizada por todas as centrais sindicais contrárias a as reformas da Previdência e Trabalhista.

Os servidores que participarem da manifestação deverão assinar o ponto no local de trabalho e poderão justificar a ausência apresentando a convocação do Sindicato.

Confira o edital de convocação anexo.

Convocação Greve Geral 28/04/2017

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Por que aderir à Greve Geral?

Por Pedro Henrique Rocha

A manifestação desta sexta-feira, 28, em todo o país é uma oportunidade de o trabalhador brasileiro mostrar sua força, sua disposição em brigar por manter os direitos conquistados a duras penas. Diferente do que muitos estão falando, tentando limitar e simplificar os atos meramente atribuindo a organização a questões político-partidária, essa luta não é uma bandeira de partido “A” ou “B”.

É uma luta do trabalhador! Todo o trabalhador deve estar atento e ser alertado sobre o que está de fato sendo proposto pelo Governo Federal nas reformas da Previdência e Trabalhista. Primeiro, precisa saber que a Previdência Social não está quebrada como diz o Governo Federal.

Veja porque e quais são as principais mudanças:

O Governo manipula os dados previdenciários, analisando-os de forma isolada. A Previdência integra um sistema denominado Seguridade Social, que engloba: Previdência, Assistência Social e Saúde e possui diversas fontes de financiamento definidas constitucionalmente, não somente a contribuição de patrões e empregados. Cálculos efetuados por auditores da Receita Federal mostram que até 2015 houve um superávit de R$ 11,2 bilhões, ou seja, resultado positivo e não negativo.

A reforma propõe que a idade mínima para a aposentadoria será de 65 anos, com no mínimo 25 anos de contribuição. Regra que será igual para homens e mulheres, ao contrário do que existe hoje. Ou seja, a proposta do Governo desconsidera a diferença entre gêneros existente no mundo do trabalho.

E um dos pontos mais desumano e covarde é o fato de mesmo aos 65 anos, o trabalhador não ter garantia de se aposentar com 100% do benefício. Para se aposentar com 100%, o trabalhador terá que contribuir por 49 anos. Na prática, se você começou a trabalhar e contribuir aos 20 anos e nunca parou, conseguirá a aposentadoria integral beirando os 70 anos. Ou seja, não pode ficar nenhum mês desempregado para então ter os 100%.

As aposentadorias especiais também sofreram prejuízos. Hoje os trabalhadores expostos a atividades perigosas ou insalubres têm direito à aposentadoria integral com 15, 20 ou 25 anos de trabalho (dependendo do risco). A proposta do Governo quer que esses trabalhadores contribuam por, no mínimo, 20 anos, e só se aposentem aos 55 anos. O cálculo da aposentadoria será 51% do salário médio mais 1% por ano de contribuição. Ou seja, eles ficarão mais tempo expostos ao risco e não terão mais aposentadoria integral.

Já quanto à pensão aos dependentes em caso de morte do trabalhador, se aprovada a Reforma, o beneficiário não poderá acumular pensão e aposentadoria. Será preciso escolher uma das duas. A pensão deve ser de 50% da aposentadoria do trabalhador falecido, mais 10% por dependente, podendo ser inferior a 1 salário mínimo.

Outro ponto desumano que podemos destacar é que com a proposta de reforma da Previdência serão considerados todos os salários pelos quais incidiram contribuição previdenciária, inclusive os menores, o que acaba reduzindo a média. Hoje para o cálculo do “salário benefício” (valor de referência pelo qual se calcula a aposentadoria), se consideram os 80% maiores salários, descartando os 20% menores salários de contribuição. Ou seja, a nova proposta não somente aumenta o tempo necessário para ter acesso às aposentadorias, como também rebaixa o seu valor.

Além disso, a reforma inviabiliza o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que hoje garante que pessoas com mais de 65 anos ou com deficiência, de qualquer idade, incapacitadas para a vida independente e para o trabalho recebam um salário mínimo por mês.

E o que está em jogo com reforma trabalhista? O resultado será terceirização e perda de direitos. O intervalo para repouso e alimentação será de 30 minutos e não mais no mínimo 1 hora; férias poderão ser divididas em até três vezes com remuneração também proporcional; a jornada de trabalho que hoje é limitada em 8 horas diárias, 44 semanais e 220 mensais, passarão a ser diária e semanal sem limite de horas; banco de horas que hoje é de 1 ano limitado à carga horária atual, também passará a ser ilimitado, visto que não haverá limite horas para jornada de trabalho.

É por isso que devemos e iremos às ruas. Não podemos ficar inertes diante do que está acontecendo.

* Pedro Henrique Rocha é presidente do Sindifato-TO

 

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Sindifato estará presente na greve geral do dia 28 de abril

A mobilização sindical tocantinense está a todo vapor para o movimento de greve geral marcada para o próximo dia 28 de abril. Nesta terça, 11, o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (Sindifato), Pedro Henrique Rocha, participou de reunião com representantes das centrais sindicais União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores(NCST).

Pedro Henrique Rocha, presidente, e Renato Melo, secretário-geral, em reunião com as centrais sindicais tratando sobre as mobilizações do dia 28 de abril

“Estamos definindo as estratégias de mobilização das categorias para termos um bom número de participantes no movimento que promete parar o Brasil. Unidos vamos mostrar que tanto a sociedade civil quanto a classe trabalhadora não aceitam as imposições do governo federal, muito menos as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados”, destacou o presidente do Sindifato.