Arquivo mensal julho 2017

poradmin

Farmacêuticos criticam prefeitura de Palmas por não cumprir compromissos com servidores

Repúdio

Após reunião, sindicatos emitiram nota de repúdio conjunta contra o calote na data-base

Pedro Henrique Goulart participou da reunião sobre data-base dos servidores de Palmas

Pedro Henrique Goulart participou da reunião sobre data-base dos servidores de Palmas

O Sindifato (Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins) lamenta a postura da Prefeitura de Palmas de descumprir a promessa de quitar a data-base em agosto como havia sido prometido pela gestão. Para o presidente do Sindicato, Pedro Henrique Goulart Machado Rocha, o não pagamento do direito após a prefeitura ter feito o compromisso quebra qualquer confiança no atual prefeito e em sua equipe.

“Os farmacêuticos da prefeitura, assim como os demais servidores municipais, não têm como confiar mais nos compromissos da prefeitura. Muitos já haviam se planejado com a reposição salarial e agora veem o seu direito frustrado”, salientou o presidente.

Nesta quarta-feira, 26 de julho, o Sindifato e outros seis sindicatos emitiram uma nota de repúdio conjunta contra o calote na data-base.

Confira, abaixo, a nota na íntegra:

 

NÃO PAGAMENTO DA DATA-BASE DEMONSTRA FALTA DE COMPROMISSO DO PREFEITO CARLOS AMASTHA COM O SERVIDOR MUNICIPAL

 

Diante da informação, publicada em veículo de imprensa, de que a Prefeitura Municipal de Palmas não pagará a recomposição salarial da data-base em agosto, conforme proposta realizada em abril, pela própria Gestão Municipal, os Sindicatos representantes das diversas categorias que compõem o quadro municipal vêm repudiar a falta de compromisso do prefeito Carlos Amastha, com o servidor público municipal.

O pagamento do reajuste da data-base dos servidores municipais, no índice de 6,58%, deveria ser realizado na folha de janeiro. Na ocasião a Prefeitura não cumpriu com sua obrigação, e apenas em abril, fez o compromisso em reunião da Câmara de Recursos Humanos de pagar o reajuste na folha de julho, já com seis meses de atraso.

Porém, mais uma vez, o Prefeito Carlos Amastha não cumpre com o compromisso realizado, e sequer oferece uma justificativa formal aos servidores, uma vez que a reunião da Câmara de Recursos Humanos que aconteceria em julho foi cancelada sem explicação.

Para os Sindicatos a atitude da Gestão Municipal demonstra a falta de respeito e compromisso com o servidor público, que é o verdadeiro responsável pela prestação de serviço público de qualidade e eficiente, sendo também corresponsável pela movimentação econômica da Capital.

O servidor chega a mais da metade do ano de 2017 sem a recomposição salarial e pagamento de progressões, em um cenário de aumento de impostos, como o Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU), e do custo de vida em geral, tendo sua qualidade de vida prejudicada.

A recomposição da data-base é Lei, é apenas a reposição da inflação, e deveria constar no planejamento municipal como prioridade, entretanto, o que a gestão do Prefeito Carlos Amastha tem demonstrado é que os direitos do servidor estão em último plano, uma vez que o mesmo afirma que o município está com sua saúde financeira equilibrada. Se há equilíbrio nas contas públicas, porque não paga o reajuste e as progressões?

É válido ressaltar ainda que o não pagamento do reajuste e de outros benefícios provocam um efeito cascata, com o acúmulo de retroativos, dificultando mais ainda para os servidores terem os seus direitos quitados em dia.

Os Sindicatos aguardam uma atitude de respeito do gestor municipal e que este cumpra com o compromisso de pagamento do que é devido ao servidor da Prefeitura de Palmas.

 

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas – Sisemp;

Sindicato dos Cirurgiões Dentistas do Tocantins – Sicideto;

Sindicato dos guardas metropolitano de Palmas Tocantins;

Sindicato dos enfermeiros no estado do Tocantins- SETO;

Sindicato dos Profissionais da Enfermagem no Estado do Tocantins- SEET;

SINTET- Sindicatos dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins;

Sindicato dos Farmacêuticos do Tocatins- Sindifato;

Associação dos Agentes de Transito do Tocantins- Agetrans;

 

poradmin

Com mais de 70 áreas de atuação, farmacêuticos estão entres os profissionais mais versáteis no setor da saúde

“O Farmacêutico não faz as coisas direito, claro. E nem pode”. Essa foi a frase dita por um médico consultor do programa Bem-Estar, exibido pela Rede Globo, na segunda feira, 17. O posicionamento demostra profundo desconhecimento sobre a qualificação técnica dos farmacêuticos. Profissionais academicamente preparados e legalmente autorizados pelo conselho regulador da profissão para atuar em mais de 70 áreas, inclusive no atendimento à população. Confira artigo completo da Feifar em defesa e valorização da classe: https://u.nu/p54

poradmin

Retomada, Mesa de Negociações do SUS não pode ser esvaziada pelo próprio governo, diz Sindifato

Retomada na semana passada, a Mesa de Negociação do Sistema Único de Saúde (SUS) foi esvaziada pelo próprio governo do Estado. Isso porque não houve quórum para a reunião deliberativa, tendo em vista a ausência total dos membros do governo do Estado, a exceção da Secretaria da Saúde. O anúncio da retomada da Mesa de Negociação foi espalhado pelo próprio governo aos meios de comunicação do Estado, mas sem a informação da ausência dos membros do Estado.

“A Mesa de negociação é um mecanismo importante e singular de definições sobre a aplicação dos recursos públicos da Saúde. No entanto, de nada adianta reuniões que não possam ser deliberativas. O governo precisa cumprir a sua parte”, destacou o presidente do Sindifato (Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins), Pedro Henrique Goulart Machado Rocha.

O mecanismo reúne diversos agentes envolvidos diretamente com a Saúde pública do Estado, como sindicatos, secretarias do governo, representantes dos usuários e da sociedade civil. Os encontros ocorrem nas últimas quartas-feiras de cada mês.

Conforme a secretária-executiva da Mesa de Negociação, Ângela Maria Dantas, a instância “um espaço permanente de negociação, onde trabalhadores representados por seus sindicatos e governo pactuam e gerenciam conflitos, constroem as relações de trabalho”.

Ainda segundo ela, os princípios básicos da Mesa de Negociação são a valorização do servidor, legalidade e moralidade, liberdade sindical e eficiência administrativa. “Além disso, outra finalidade é dar condições de trabalho aos servidores do SUS, essa é uma conquista”, frisou.

Nos últimos dois anos, a Secretara da Saúde gastou R$ 2,69 bilhões de despesas efetivamente pagas, via o Fundo Estadual da Saúde, conforme dados disponíveis no portal da Transparência. Desse montante, porém, apenas 2,05%, ou seja, R$ 55 milhões, se referem a investimentos.